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Simulação e digitalização pós-pandemia

Simulação e digitalização pós-pandemia

Nós aqui na VirtualCAE decidimos trazer uma série de artigos sobre simulação virtual, digitalização e suas aplicações em diversos segmentos da indústria.

Tomamos essa decisão baseado em tudo que temos visto e discutido com nossos clientes e parceiros nas últimas semanas. A pandemia do COVID-19 evidenciou alguns pontos que poderíamos explorar com mais cuidado e questionamentos que poderíamos abordar.

Com esta ideia em mente, acreditamos fortemente que podemos ajudar a comunidade de engenharia compartilhando conteúdo e fazendo pontes com foco no que fazemos de melhor: simulação virtual e digitalização.

Logo, enxergamos uma oportunidade interessante para que este primeiro artigo falasse um pouco sobre como a simulação e a digitalização vão desempenhar um papel fundamental no mundo pós-pandemia.

1) Engenharia com time remotos: O “home office forçado” foi imposto a departamentos de engenharia mundo à fora e, com isso, alguns problemas que antes não eram relevantes vieram à tona. Acesso a licenças de software em servidores locais e a utilização de recursos computacionais remotamente são apenas alguns destes desafios. Por outro lado, a percepção de que é possível manter os mesmos níveis de produtividade (ou até aumentá-los) com o home office, nos leva a reflexão de como poderíamos aproveitar mais a cooperação entre times de engenharias geograficamente distantes, ou ainda, de como poderíamos internalizar mais competências aos nossos times retirando a barreira da residência próxima ao local de trabalho.

Para isso, é imprescindível a implementação de tecnologias (enabling technologies) que favoreçam tal modalidade, como por exemplo, a computação em nuvem e sistemas de PLM (Product Lifecycle Management) que conectem pessoas, processos e produtos. Ter uma plataforma abrangente para comunicar, trocar informação e gerenciar produtos nunca foi tão importante quanto agora.

2) Indisponibilidade de recursos para ensaios e testes físicos: É fato que laboratórios de ensaios e testes estão de portas fechadas ou mantendo somente atividades críticas em andamento atualmente. O que levou muitos projetos de desenvolvimento a serem ou adiados ou interrompidos. No entanto, muitos devem se questionar se não existiriam alternativas. Alguns ciclos de desenvolvimento de produto contam com diversos gates de validação de design com ensaios físicos. E se nem todas essas validações fossem realizadas fisicamente? E se, com base em todo histórico de testes e ensaios já realizados, pudéssemos utilizar esse montante enorme de dados para alimentar modelos de simulação virtuais robustos que substituíssem alguns desses gates de validação? O ponto de virada desta questão está no fato de que a implementação de gates de validação virtual possibilita a engenheiros testar não somente uma variante ou uma condição de carregamento, mas sim uma infinidade delas. Não paro por aí. Testes virtuais são absurdamente mais rápidos que testes físicos. Isto é um fato. Isso significa que engenheiros terão mais tempo disponível para aplicá-lo em atividades que agregam muito mais valor ao produto final.

3) Mudanças econômicas: A economia vai sim desacelerar. É um fenômeno mundial e que teremos que superar juntos como sociedade. No entanto, nem todas as mudanças, que aparentemente são ruins, são de fato ruins. Com o fechamento de países e a retenção de recursos tecnológicos para o mercado doméstico, alguns países, como o Brasil, estão enfrentando problemas como o abastecimento de matéria-prima e bens de capital, especialmente àqueles com maior valor agregado e ligados à área da saúde. Isto pode significar duas coisas: ou pagamos mais para adquirir estes bens ou produzimos estes bens com nossa indústria. Apesar das dificuldades, é um momento oportuno para fortalecer a indústria nacional. Neste sentido, agilidade e eficiência são vitais. Para atingir esses níveis de agilidade e eficiência, as equipes de engenharia precisam de ferramentas que os suportem a tomarem as decisões corretas na hora certa (o mais cedo possível). Ciclos longos de desenvolvimento, diversos ensaios físicos e métodos de tentativa e erro podem significar o fracasso de uma iniciativa desse porte.

O mundo pós-pandemia será diferente. Inclusive, a forma como desenvolvemos produtos e tecnologias não será mais a mesma. Neste momento, o foco é salvar vidas direcionando todos nossos esforços e recursos para este objetivo. No entanto, ao sairmos do olho do furacão, é importante olharmos para estas mudanças que nos foram impostas como oportunidades para sairmos melhores desta situação.

 

Autor: Caio Rodrigues

Analista de Desenvolvimento de Negócios, Graduado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de São Paulo-SP

Trabalhou por cerca de 5 anos como Gerente de Projetos em empresas do ramo automotivo e O&G. Realizando trabalhos de lançamento de novos produtos integrando simulação CAE, testes e fabricação. Atualmente responsável por desenvolver serviços e soluções CAE nas áreas Automotiva, Healthcare, Energia, Maquinas Industriais e Agrícola

2020-04-20T16:43:04+00:00

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