Fique à frente do seu concorrente: inove em design de produtos.

 em Análise de Sistemas

Adotar uma postura voltada para inovação exige políticas que fomentem a criatividade e estimulem o pensamento voltado para a resolução de problemas.

No livro Criatividade S.A, o autor Ed Catmull colabora com essa ideia dizendo que, quando um ambiente profissional é projetado para estimular a criatividade, todos têm a possibilidade de “apertar o botão de alarme” e dizer que algo está errado independente da sua função.

Hoje sabemos que todos são participantes e responsáveis pelas mudanças culturais que estimulam o processo de inovação. Dentro desse prisma, vamos conhecer alguns cases de inovação e como ela pode ser administrada num processo de produção. Confira.

Cases para se inspirar

O Iphone foi lançado em 2007, mas seu desenvolvimento começou com a ideia de fazer um celular que possuísse características do Ipod. A primeira tentativa envolveu uma parceria entre a Apple, a Motorola e a Cingular, que não deu certo. Após a reformulação do projeto, em 2005, finalmente os engenheiros colocaram a ideia em prática.

Hoje podemos considerar o Iphone um sucesso de vendas e público com milhões de aparelhos vendidos em todo o mundo.

Inovação gradativa

A tecnologia touch screen não é nova! Começou na década de 50 na Inglaterra com artigos de E.A Johnson, que versavam sobre uma tela interativa. De lá para cá, muita coisa mudou. Hoje temos tablets, smartphones, todos baseados na mesma tecnologia, vislumbrada há tempos.

Inovação baseada no coletivo

Em 2009, a plataforma de financiamento coletivo Kickstarter foi lançada. A ideia era utilizar o conceito de crowndfunding (termo para financiamento coletivo cunhado por Michael Sullivan, em 2006) com a web, ou seja, tornar visíveis para investidores projetos através da plataforma online. Após o lançamento, só em 2010 cerca de 3910 projetos foram financiados.

Nesse caso, a inovação foi feita ao utilizar a grande visibilidade propiciada pela web e juntar dois públicos: criadores e investidores.

Inovação otimizando processos

Todos temos a necessidade de expressar descontentamento, e uma das maneiras de fazer isso contra uma instituição é o abaixo assinado: através da coleta de assinaturas, é demonstrado que muitas pessoas discordam de uma atitude ou posicionamento. Até pouco tempo, esse processo era realizado de maneira manual, até sites, como o Change.org, cujo principio é fazer com que pessoas criem o seus protestos e arrecadem assinaturas, surgirem em meados de 2010. Nessa caso a inovação aconteceu com a otimização de um processo.

3 Elementos de um design inovador

O que faz de um produto inovador? Você vai notar que os cases citados acima possuem elementos em comum contemplados nos itens abaixo. Podemos dizer que eles, de modo geral, são úteis, funcionam bem, e se espalham para outras mídias e pessoas.

Equilíbrio entre forma e funcionalidade

Você já ouviu a máxima “a culpa nunca é do consumidor”? Ela basicamente diz que um produto deve indicar a sua funcionalidade pela sua forma: uma xícara é um recipiente com uma alça para ser manejada, simples assim. O design de produto inovador, mesmo com todos os conceitos por de trás, consegue direcionar o usuário para a ação necessária.

Capacidade de ser utilizado em outras plataformas

Produtos criativos possuem a capacidade de transgredir o meio para o qual originalmente foram criados. Assim temos desde obras de artes, funcionalidades agregadas e outros produtos que conseguiram sair da sua plataforma para serem projetados em outros meios.

Utilidade

Apesar de ser taxado como excêntrico muitas vezes, o design inovador é útil para as pessoas, e está aí o seu verdadeiro poder.

A concorrência é um fator determinante no mercado de inovação?

A concorrência no mercado de inovação é cheia de mitos. Muitos veem somente a corrida criativa de grandes empresas para a descoberta de novos nichos e produtos, mas a verdade é que hoje temos muitas plataformas e códigos open source que contribuem para o mercado criativo. Embora disputas sempre existam, é mais comum vermos o patrocínio de ideias e troca criativa entre diferentes nichos.

Por onde começar?

A inovação deve vir acompanhada de metodologias estruturais, de mudanças na maneira de enxergar oportunidades e tecnologias, e na forma como empresas lidam com os seus setores de criação, que articulam soluções criativas para problemas básicos.

A inovação não é um privilégio, ou questão de sorte, ela é fruto de um pensamento voltado à sociedade e às transformações pelas quais passamos todos os dias.

Que tal saber mais sobre o assunto? Continue acompanhando o blog e, se tiver alguma dúvida, escreva pra gente pelos comentários.  

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